Este guia explica, em linguagem simples, o que a ferramenta avalia, por que ela é organizada dessa forma, como conduzir uma autoavaliação honesta e o que fazer com os resultados. Leia do começo ao fim na primeira vez — depois use como referência.
O MaturiESG é uma autoavaliação de maturidade ESG estruturada em torno de duas camadas complementares:
Os dois lados são necessários. Ter práticas isoladas sem processo é fragilidade; ter processo sem práticas é burocracia. A maturidade real aparece quando os dois avançam juntos.
A ABNT PR 2030 é a prática recomendada brasileira que organiza critérios ESG em três pilares e dezenas de temas. O MaturiESG usa essa estrutura como espinha dorsal do diagnóstico, com critérios identificados por códigos (ex.: G1.1, G4.2, E2.3).
Mudança climática, recursos naturais, biodiversidade, gestão de resíduos.
Direitos humanos, diversidade, saúde e segurança, comunidades, cadeia de valor.
Ética, compliance, governança corporativa, transparência, gestão de riscos.
Cada critério da PR 2030 vira uma pergunta na aba Avaliação, respondida em três níveis: Sim, Parcial ou Não, com espaço para evidência.
PDCA (Plan, Do, Check, Act) é o método clássico de melhoria contínua. Aplicado ao ESG, ele garante que a agenda não vire apenas relatório — vire gestão. Na aba PDCA, o ciclo é dividido em quatro etapas e nove passos:
Conhecer contexto, comprometer liderança, diagnosticar, definir materialidade e plano.
Implementar as ações no dia a dia das áreas.
Medir, monitorar indicadores e auditar.
Comunicar resultados e promover melhoria contínua.
Cada passo do PDCA tem uma avaliação aprofundada acessível pela aba PDCA. Esses módulos saem do sim/não e usam uma escala 0–3 organizada em blocos temáticos. Eles existem porque os passos mais críticos do ESG não podem ser avaliados de forma binária.
Profundidade da análise de contexto e duplo materialidade.
Compromisso real vs. discurso, governança ativa.
Engajamento de stakeholders, impacto duplo, integração estratégica.
Plano com orçamento, integração ao ciclo de gestão.
Diagnóstico automático de padrões de falha.
Indicadores, sistemas, auditoria e gestão por resultados.
Detecção de greenwashing e prontidão regulatória.
Aprendizado de ciclo, cultura e institucionalização.
Duas escalas convivem na ferramenta:
As pontuações são convertidas em percentual de maturidade por bloco e por passo, e agregadas em um estágio geral na página de Resultados.
Práticas pontuais e dependentes de pessoas. Foco: estruturar governança e plano.
Existem políticas, mas execução é desigual. Foco: integrar à gestão.
Sistema funciona com indicadores e revisões. Foco: profundidade e impacto.
ESG é parte da estratégia e da cultura. Foco: liderança setorial.
Leia primeiro as divergências. Quando dois respondentes pontuam o mesmo bloco de forma muito diferente, essa divergência costuma ser o dado mais valioso da autoavaliação — ela revela onde a organização não tem visão compartilhada.
A ferramenta foi desenhada para ser respondida por vários papéis, não por uma pessoa só. Recomendações por passo:
A documentação fica aqui sempre que precisar voltar.