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Passo 6 · Executar

O passo que não se compensa com documentação.

Quatro blocos substituem o SIM/NÃO: A mede avanço real, B a gestão ativa da execução, Cos habilitadores e barreiras e D a conexão entre ação e resultado. Ao final, o radar de diagnóstico revela o padrão de falha predominante. Aplique este passo com os executores das áreas — não com a equipe central de sustentabilidade.

A armadilha da execução aparente: critérios marcados comEXECUÇÃO REALtestam se as ações existem de fato — não apenas no plano. Critérios marcados comIMPACTOtestam se o que está sendo feito está movendo os indicadores. É possível ter alta execução aparente com baixo impacto real — o sinal mais comum de um plano ESG mal calibrado.
0 · não faz1 · iniciando2 · em andamento3 · consolidado

Bloco A · Avanço real das ações planejadas

O que está acontecendo

Mede se as iniciativas do Passo 5 saíram do papel. Critérios de execução real testam fatos, não declarações de andamento.

Taxa e ritmo de execução

Progresso real
A maioria das ações planejadas no Passo 5 está em execução ativa ou concluída dentro do prazo previstoEXECUÇÃO REAL
Ex: painel de projetos ESG com % de conclusão por iniciativa — mais de 70% das ações no prazo ou concluídas
As ações atrasadas ou paralisadas são minoria e têm causa identificada e plano de recuperação definidoEXECUÇÃO REAL
Ex: relatório de desvios com causa raiz e prazo revisado — não apenas lista de ações 'em atraso' sem tratamento
Há evidência documental do progresso de cada ação — não apenas declaração verbal de andamentoEXECUÇÃO REAL
Ex: atas de reunião, registros de entrega, fotos, contratos, comprovantes de capacitação, relatórios de campo — por iniciativa

Qualidade e profundidade da execução

Profundidade real
As ações são executadas com a qualidade e profundidade previstas — não apenas formalmente concluídasIMPACTO
Ex: avaliação de qualidade da entrega além do status: treinamento realizado com avaliação de aprendizado, não apenas lista de presença
A execução das ações alcança o público-alvo previsto — sem concentração apenas nas operações ou públicos mais fáceis
Ex: dados de alcance por iniciativa: % do público-alvo atingido vs. previsto — com análise de sub-grupos não alcançados
Os resultados de curto prazo da execução (outputs) estão gerando as mudanças de médio prazo esperadas (outcomes)IMPACTO
Ex: cadeia de resultados documentada: ação → output → outcome → impacto — com evidência de que cada elo da cadeia está funcionando

Bloco B · Gestão ativa da execução

Como se acompanha

Mede se existe rotina de gestão capaz de detectar desvios cedo e corrigir rota — não apenas registrar o que aconteceu.

Acompanhamento periódico e visibilidade

Cadência de gestão
Existe rotina formal de acompanhamento do progresso das ações ESG com frequência compatível com a complexidade do plano
Ex: reunião mensal de acompanhamento com pauta estruturada por iniciativa — não apenas revisão anual para o relatório
O status de execução das ações é visível para os responsáveis e para a liderança de forma atualizada
Ex: dashboard de execução ESG atualizado mensalmente e acessível à liderança — com semáforo de status por iniciativa
Existe diferenciação clara entre ações no prazo, em risco e em atraso crítico — com critérios definidos de classificação
Ex: critérios documentados de semáforo: verde = no prazo; amarelo = risco de desvio > 2 semanas; vermelho = atraso > 1 mês ou bloqueio estrutural

Capacidade de correção e adaptação

Agilidade executiva
Quando uma ação enfrenta bloqueio, há processo definido de escalada e resolução — não apenas registro do problema
Ex: fluxo de escalada documentado: responsável → gestor → comitê ESG → diretoria, com prazo máximo para resolução por nível
O plano de ação é ajustado formalmente quando há mudança de contexto relevante — sem rigidez que impeça adaptação
Ex: processo de revisão de escopo ou prazo com aprovação documentada — distinguindo adaptação legítima de abandono silencioso
Lições da execução corrente são registradas e alimentam o redesenho das próximas ações dentro do mesmo cicloEXECUÇÃO REAL
Ex: registro de aprendizados de execução com aplicação no ciclo corrente — não apenas na análise crítica anual

Bloco C · Habilitadores e barreiras à execução

O que viabiliza ou impede

Mede se as condições materiais para executar estão de fato presentes. É o bloco onde o plano se choca com a realidade operacional.

Disponibilidade de recursos para execução

Viabilidade real
O orçamento aprovado para as ações ESG está sendo de fato liberado e utilizado conforme o planoEXECUÇÃO REAL
Ex: extrato de execução orçamentária ESG — % do orçamento aprovado efetivamente desembolsado por iniciativa
As equipes responsáveis têm tempo disponível para executar as ações ESG — sem sobrecarga que inviabilize na prática
Ex: análise de capacidade das equipes: % de tempo dedicado a ESG vs. demandas concorrentes — com ajuste quando há conflito real
Fornecedores, parceiros ou especialistas externos necessários para a execução estão contratados e entregando conforme previsto
Ex: contratos ativos com entregas monitoradas — consultores, auditores, fornecedores de tecnologia, parceiros de projeto social

Identificação e tratamento de barreiras

Remoção de obstáculos
As principais barreiras à execução estão mapeadas — culturais, técnicas, financeiras, políticas internasEXECUÇÃO REAL
Ex: registro de barreiras por iniciativa com tipo, responsável pela remoção e prazo — não apenas constatação informal de 'dificuldades'
Existe instância com autoridade para remover barreiras que estão fora do controle das equipes executoras
Ex: comitê ESG ou patrocinador executivo com poder de destravar recursos, resolver conflitos de prioridade e remover obstáculos políticos
A organização distingue barreiras removíveis de restrições estruturais — e ajusta o plano quando enfrenta estas últimas
Ex: revisão formal do plano quando barreiras estruturais são identificadas — sem manter metas irrealistas que geram frustração e desengajamento

Bloco D · Conexão entre execução e resultados

Se gera impacto

Fecha o ciclo: testa se as ações que estão acontecendo de fato movem os indicadores ESG. É aqui que se diagnostica execução sem impacto.

Conexão entre ações e movimentação de KPIs

Efetividade
Há análise regular de se as ações em execução estão de fato movendo os indicadores ESG na direção das metasIMPACTO
Ex: reunião trimestral que cruza: ações executadas × variação dos KPIs × projeção de atingimento da meta — com análise de causalidade
Ações executadas mas sem impacto nos indicadores são identificadas e revisadas — não mantidas apenas para cumprir o planoIMPACTO
Ex: processo de revisão de efetividade: ação concluída mas KPI não moveu → análise de causa → redesenho ou substituição da ação
A organização consegue estimar a contribuição de cada ação para o avanço das metas ESGIMPACTO
Ex: modelo de contribuição por iniciativa: 'esta ação responde por X% da meta de redução de emissões' — mesmo que estimado, não apenas qualitativo
Resultado por dimensão
Taxa e ritmo de execução
0%
Qualidade e profundidade da execução
0%
Acompanhamento periódico e visibilidade
0%
Capacidade de correção e adaptação
0%
Disponibilidade de recursos para execução
0%
Identificação e tratamento de barreiras
0%
Conexão entre ações e movimentação de KPIs
0%
Bloco A · O que está acontecendo
0/18 pts
Bloco B · Como se acompanha
0/18 pts
Bloco C · O que viabiliza ou impede
0/18 pts
Bloco D · Se gera impacto
0/9 pts
Maturidade geral do Passo 6
Avalie 21 critério(s) restante(s)
Radar de diagnóstico automático

Diagnóstico ainda indisponível

Complete os quatro blocos para revelar o padrão de falha predominante da organização.

Prescrição

O radar de diagnóstico cruza Bloco A (execução), Bloco B (gestão), Bloco C (habilitadores) e Bloco D (impacto). Sem os quatro, o padrão fica enviesado.